Inquietante não saber o que é que as crianças fazem nas nossas costas. Inquietante não saber o que é que andam a fazer nas escolas às crianças. Quem são os professores? Que poder têm no que lhes transmitem? Quão distraídos ou ocupados andaremos nós? Estas crianças são os adolescentes, os pré-adolescentes, ou os não adultos. Este filme foi escrito e realizado por um miúdo americano com nome português: Antonio Campos. Afinal, o que é a realidade para estas crianças? O que é que fazem na Internet, no Youtube, no mundo virtual? O que é neste contexto uma relação verdadeira? O que é, sendo assim, a verdadeira experiência das coisas? Como é que desta forma descobrem a sexualidade? Como li algures, o que se anda a fazer aos miúdos? Brutal!
O primeiro filme de Antonio Campos é sobre a vida escolar, a descoberta do sexo, as drogas e a Internet. A história é sobre um estudante de uma das melhores escolas dos EUA que, acidentalmente, filma a morte por overdose de duas colegas suas. Como forma de atenuar o luto colectivo, a gravação torna-se num projecto audiovisual da direcção da escola. No entanto, o efeito é o oposto e acaba por criar um clima de paranóia geral entre alunos e professores.
17/07/10
Afterschool
11/07/10
“Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives”
Ontem, no Curtas Vila do Conde: “Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives” (Tio Boonmee, aquele que se lembra de suas vidas passadas). O título é muito complicado. O nome do realizador tailandês - Apichatpong Weerasethakul - impossível de memorizar ou verbalizar. No filme, Palma de Ouro Cannes 2010, dedicado pelo realizador aos espiritos e aos fantasmas do seu país, deambulam os fantasmas e os espiritos da Tailândia, o espírito de uma mulher, uns seres bizarros com muitos pêlos e olhos encarnados (os macacos-fantasmas), uma cena de sexo entre uma princesa e um bagre falante num idilico lago algures em nenhures, uma gruta útero com as personagens no interior à espera da morte no lugar onde nasceram e um final completamente nonsense. Eu não percebi o final: “eu fico aqui mas vou ali e já volto”. Decerto por não ser tailandês. Decerto pelos fantamas de Portugal vaguearem numa outra dimensão. E eu a pensar que fazíamos parte de um todo, do mesmo planeta. A Tailândia estará noutra dimensão, pronto, aceito. Curioso foi perceber a cara das pessoas (olhei especiamente para a do Fernando Lopes) completamente baralhados. Certamente a pensar: e agora “vou dizer que foi uma obra-prima ou uma grande merda”?
13/06/10
02/05/10
01/05/10
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Nostalgia, sem melancolia, lembrança, recordação, sem saudosismo, juventude, adolescência aquém, quando tudo ainda era possível e quando tudo o que queríamos era tão longínquo que sabê-lo hoje é como voltar atrás e querer tudo à mesma, da mesma forma ou de outra, de qualquer forma o tempo não exaure a nossa existência, de sentido, de vontade, de continuar sempre com o mesmo espírito. O do querer. Liberdade é isso.
21/04/10
Respect!
Pensar nos absurdos de raciocínio que se fazem por não percebermos o que vai em mentes alheias é, simultaneamente, delicioso, estimulante, sedutor, sempre altamente narcísico. Nunca saberemos se é o virtual o real, se é o real o virtual, quais os espaços em que nos movemos. Só descobrimos é que como na vida real só pro...gridem os destemidos. Como em Platão: “A realidade não é o que alguns apregoam que ela é” ; Como a Matrix: "se o contrário de real é irreal, então qual é o contrário de virtual? ". Respect !












